iFood Benefícios compra a Caju por mais de R$ 1,2 bilhão
· 2 min de leitura · Redação Confi

Quem recebe vale-refeição ou vale-alimentação talvez já tenha reparado que o cartão de benefícios deixou de ser assunto só do RH. Ele virou disputa entre bancos, fintechs e aplicativos. Nesse cenário, o iFood Benefícios fechou acordo para comprar 100% da Caju por mais de R$ 1,2 bilhão, segundo o NeoFeed, que revelou a operação em 20 de outubro.
A compra ainda precisa ser aprovada pelo Cade e pelo Banco Central. Até lá, as duas empresas seguem operando de forma independente.
O tamanho de cada uma
- iFood Benefícios: 1,7 milhão de usuários e 65 mil empresas atendidas
- Caju: mais de 1,3 milhão de trabalhadores e mais de 70 mil empresas
- Juntas: cerca de 3 milhões de usuários, antes de descontar quem usa as duas
- Mercado de benefícios: estimado em mais de R$ 150 bilhões, com cerca de 22 milhões de usuários
Fundada em 2020, a Caju oferece um cartão com bandeira Visa que reúne diferentes benefícios em um só lugar. Em agosto de 2022, a empresa captou US$ 25 milhões em rodada liderada pela K1 Investment Management. Com a venda, Volpe Capital, Caravela Capital, Valor Capital Group, Canary e a própria K1 devem deixar o negócio, enquanto os fundadores Eduardo Del Giglio e Renan Mendes têm incentivos para continuar na operação.
Um caminho com desvios
O acordo não saiu de primeira. Segundo o NeoFeed, uma aproximação anterior entre iFood e Caju não avançou, e o iFood chegou a negociar a compra da Alelo. As mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) travaram essa conversa, e as negociações com a Caju foram retomadas, desta vez com a empresa disposta a negociar.
O setor segue concentrado. Ticket, Alelo, Pluxee e VR dominam mais de 80% do mercado, de acordo com a reportagem. Ao mesmo tempo, chegam novos competidores: o C6 Bank comprou a Alymente no início de setembro, o BTG Pactual também passou a atuar no segmento, a Flash captou R$ 150 milhões e a Raiô começa sua expansão nacional.
Para o iFood, a compra amplia a base de empresas atendidas e aproxima ainda mais o benefício do trabalhador do aplicativo onde muita gente já pede o almoço. Para a Caju, significa ganhar a escala de um grupo grande num mercado em que os líderes ainda são, em boa parte, ligados a bancos.
Para quem está na ponta, a mudança deve demorar a aparecer. Enquanto o Cade e o Banco Central analisam o negócio, o cartão continua passando do mesmo jeito no restaurante da esquina.
Fontes
- NeoFeed: iFood Benefícios compra Caju por mais de R$ 1,2 bilhão, 20 de outubro de 2026
- benefícios
- pagamentos
- vale-refeição
- aquisições



