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IA aplicada

Walmart abre as portas para agentes de IA comprarem pelo cliente

· 3 min de leitura · Redação Confi

Mãe e filho adolescente no sofá da sala olham juntos para um celular, com uma cesta de roupas ao lado
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Já pensou em pedir para um assistente repor o sabão em pó e a ração do cachorro sem precisar abrir o aplicativo da loja? Nos Estados Unidos, o Walmart decidiu deixar isso acontecer. Na quarta-feira, 21 de outubro, a varejista anunciou ferramentas para que agentes de inteligência artificial pesquisem produtos e façam compras em nome dos clientes, segundo reportagem do TechCrunch publicada no mesmo dia.

O movimento vai na direção oposta à da Amazon, que decidiu bloquear agentes de IA que compram em nome dos consumidores. Algumas plataformas de viagem e de reservas fizeram o mesmo.

Como vai funcionar

A peça central é o Walmart Agent Gateway, um servidor que usa o Model Context Protocol (MCP), padrão criado originalmente pela Anthropic, para conectar agentes aprovados aos sistemas do Walmart e do Sam's Club. A Reuters, em texto reproduzido pelo Money Times, cita o ChatGPT, da OpenAI, o Gemini, do Google, e o Muse, da Meta, entre os assistentes que podem se conectar.

O que se sabe até agora:

  • O Agent Gateway permite que agentes aprovados busquem produtos no estoque on-line e concluam compras para o usuário
  • Os Perfis de Agentes começam a chegar no próximo mês, com um perfil separado para cada agente dentro da conta do cliente
  • O cliente pode exigir aprovação em cada compra ou liberar gastos até um limite que ele mesmo define
  • O acesso de um agente pode ser revogado a qualquer momento, e não é preciso ser assinante do Walmart+
  • Os agentes não terão acesso aos dados do cartão de pagamento

Segundo o TechCrunch, o modelo se parece com incluir alguém como usuário autorizado no cartão de crédito. As compras feitas pelo agente aparecem separadas das do titular, o que facilita conferir quem comprou o quê no fim do mês.

Regras para quem entra

Os novos termos de uso do Walmart trazem limites claros. O agente não pode agir além da intenção do cliente, não pode acessar informações de pagamento e só pode usar os dados necessários para a tarefa. Quem descumprir as regras é bloqueado. Outro ponto chama atenção: a política de devolução do Walmart continua valendo mesmo quando o agente não age como deveria. Se o assistente se empolgar e trouxer a toalha errada, o cliente não fica no prejuízo.

De acordo com a reportagem, o Walmart também afirma que o Gateway permite comprar as marcas de sempre sem compartilhar dados pessoais ou o histórico de compras com o agente. O presidente e CEO John Furner falou sobre a expansão no Masters of Scale Summit, em San Francisco.

A aposta da empresa é que, se o consumidor vai delegar parte das compras a assistentes, é melhor a loja estar na conversa e definir as regras do que ficar de fora. A Amazon, por enquanto, seguiu o caminho contrário e mantém os agentes externos longe da sua vitrine.

Fontes

  • agentes de IA
  • Walmart
  • comércio agêntico
  • IA aplicada

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