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Livelo lança modo AI e testa compras feitas por agentes autônomos

· 3 min de leitura · Redação Confi

Casal sentado à mesa da cozinha com xícaras de café olha junto para um celular, sob a luz natural da manhã
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Imagine deixar combinado com um assistente: quando a passagem aérea baixar para o número de pontos que você definiu, pode comprar. É esse tipo de tarefa que a Livelo, programa de fidelidade que tem Banco do Brasil e Bradesco como acionistas, começou a testar. A empresa apresentou o modo AI no TI Inside Innovation Forum 2026, segundo reportagem do TI Inside publicada em 20 de outubro.

Um gêmeo digital com dois níveis de autonomia

A novidade permite que o participante crie o seu gêmeo digital dentro da Livelo, uma espécie de representante que conversa com os serviços da plataforma por meio de IA. É um passo além do Expert, concierge de IA que a empresa já tinha e que conseguia fazer a adesão ao Clube Livelo e colocar produtos no carrinho.

O que se sabe sobre o modo AI, de acordo com a reportagem:

  • No modo acompanhado, o agente ajuda na jornada, mas quem conclui a transação é o próprio usuário
  • No modo autônomo, ainda experimental, o sistema executa algumas operações sozinho
  • Na fase beta, a Livelo testou doações e gift cards
  • O usuário pode deixar condições definidas, como uma transação mensal ou a compra de uma passagem com pontos quando o preço chegar a um limite escolhido

Felipe Ávila, diretor de produtos digitais da Livelo, deixou claro que a velocidade dessa autonomia depende do cliente.

Não adianta também a gente correr na inovação se o usuário ainda não está com confiança.

Felipe Ávila, diretor de produtos digitais da Livelo

Segurança e checkout sob medida

A plataforma aceita vários meios de pagamento, de cartão a Pix e carteiras digitais, e parte das compras com cartão é feita com cartões que não estão no nome do titular da conta. Por isso, a prevenção a fraude entrou no plano. Segundo a reportagem, a estratégia tem três frentes: colocar IA nas ferramentas de segurança que já existem, ampliar os testes e seguir investindo em machine learning tradicional.

Outra frente é a personalização. A ideia é que a IA ajuste o layout do checkout a cada usuário, com listas ou carrosséis de produtos conforme o perfil. Para o executivo, a experiência importa mais do que a tecnologia em si. A empresa também está treinando os funcionários em IA e ampliando o uso de ferramentas como o Gemini.

O recado serve para todo o varejo. Deixar um agente comprar sozinho já é tecnicamente possível, mas o consumidor ainda está aprendendo a confiar nisso. A Livelo escolheu ir por etapas, com o usuário no controle da maior parte das transações e a autonomia completa restrita a usos mais simples, como doações e gift cards, enquanto observa como as pessoas reagem.

Para quem acumula pontos e nunca lembra de usá-los antes de vencer, a ideia de um assistente que fica de olho no preço tem tudo para agradar. Falta ver quanto da rotina o cliente vai querer delegar.

Fontes

  • agentes de IA
  • Livelo
  • fidelidade
  • IA aplicada

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