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Black Friday 2026 deve faturar R$ 13,3 bilhões, projeta a Neotrust

· 2 min de leitura · Redação Confi

Casal sentado no sofá à noite comparando preços no notebook, com um caderno de anotações aberto ao lado
Imagem ilustrativa gerada por IA.

A Black Friday de 2026 cai entre 26 e 29 de novembro, e a conta já começou. Segundo projeção da Neotrust, solução de inteligência de mercado da Confi, feita em parceria com o E-Commerce Brasil, o comércio digital brasileiro deve faturar R$ 13,3 bilhões nesses quatro dias. É uma alta de 20,7% sobre os R$ 11,03 bilhões do mesmo período de 2025.

O estudo foi apresentado no dia 13 de outubro, em São Paulo, e usa transações reais de mais de 7 mil lojas parceiras. A expectativa é de 69,4 milhões de produtos vendidos, 15,4% a mais que no ano passado.

Quem puxa a fila

  • Eletrodomésticos: R$ 2,12 bilhões, alta de 44,5%
  • Moda e acessórios: R$ 1,38 bilhão, alta de 44,2%
  • Beleza e perfumaria: R$ 910 milhões, alta de 69,8%

Antes da sexta mais esperada do ano tem o 11.11, que deve faturar R$ 3,17 bilhões, 21% a mais que em 2025. Na prática, novembro virou um mês inteiro de promoção, e quem planeja só a sexta-feira chega atrasado.

Mais pedidos, carrinho menor

O pano de fundo ajuda a entender a projeção. De janeiro a setembro de 2026, o e-commerce faturou R$ 322,6 bilhões, alta de 16,9%. Os pedidos cresceram bem mais, 34,9%, e chegaram a 1,2 bilhão. Já o tíquete médio caiu 13,4%, de R$ 309,70 para R$ 268,20. O brasileiro está comprando mais vezes e gastando menos em cada compra.

Mais pedidos com menor valor por compra exigem uma estratégia comercial diferente.

Pedro Chiamulera, CEO da Confi

Para Léo Bicalho, head da Neotrust, a compra de valor alto, como eletrônicos e eletrodomésticos, continua guardada para a Black Friday, empurrada pela expectativa de desconto e pelo 13º salário. Ele aponta dois freios possíveis: compras já antecipadas em outras datas e o endividamento das famílias.

Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil, resume o dilema de quem vende: começar a promoção cedo demais aperta a margem e só antecipa venda que viria de qualquer jeito. Começar tarde demais pode significar encontrar o cliente com o orçamento já gasto.

Fontes

  • Black Friday
  • Neotrust
  • projeção
  • varejo digital

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