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AI Brasil Experience reúne 10 mil e vê estreia de IA em português

· 3 min de leitura · Redação Confi

Pesquisadora e colega conversam com café nas mãos no corredor de um centro de eventos, com pessoas ao fundo
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Muita empresa brasileira já testou IA, e a dúvida que sobra costuma ser bem pé no chão: quanto isso vai custar em dólar todo mês e para onde vão os dados dos clientes. Essa conversa atravessou o AI Brasil Experience 2026, que terminou em 29 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O balanço foi publicado em 30 de outubro pelo AL1 e pelo Brasil Inovador, e uma das novidades veio de Goiás: um modelo de linguagem gratuito, feito para o português.

Os números do evento

Segundo os dois veículos, a edição organizada pelo AI Brasil terminou assim:

  • Mais de 10 mil participantes em dois dias
  • Mais de 150 apresentações em cinco arenas, além de laboratórios práticos
  • Partidas de futebol entre robôs humanoides, com visão computacional e decisão em tempo real
  • Kalidash premiada na AI Shark Race, com mentoria do professor Anderson Soares e a jornada do método Pole Position, da LIAHUB.ai, no valor de R$ 150 mil

Na Vila Confi, os painéis trataram de comércio eletrônico, varejo, logística reversa, venture capital e Black Friday. Pedro Chiamulera, fundador do AI Brasil, fez a palestra de abertura.

O que é o CEIA Lumi

O lançamento aconteceu na manhã de 28 de outubro, durante o evento. O Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás, o CEIA, apresentou o Lumi como seu primeiro modelo de código aberto. Segundo o Diário de Goiás e o Brasil em Folhas:

  • O modelo tem 4 bilhões de parâmetros, tamanho escolhido para equilibrar desempenho e eficiência e permitir o uso em estruturas computacionais mais acessíveis
  • O download é gratuito na plataforma Hugging Face, com materiais de apoio no GitHub
  • A empresa pode personalizá-lo por fine-tuning, técnica que continua o treinamento com dados específicos
  • Dá para trabalhar com dados próprios sem enviá-los a serviços de terceiros

O Brasil Inovador acrescenta que o treinamento usou uma base de mais de 100 bilhões de tokens e que o modelo pode ser hospedado em servidores próprios ou em nuvem privada.

Hoje, muitas empresas brasileiras dependem de soluções desenvolvidas no exterior.

Arlindo Galvão, diretor de Inovação Aberta do CEIA

Vale ajustar a expectativa. Um modelo aberto é uma base para construir aplicações, e ainda pede gente técnica para adaptar, hospedar e testar. Ninguém baixa o arquivo de manhã e tem um atendente pronto à tarde. O ganho está em poder escolher onde os dados ficam e reduzir a dependência de serviços cobrados em moeda estrangeira, objetivos citados no lançamento.

Galvão também chamou atenção para a distância entre a oferta de modelos e agentes de IA e a capacidade das empresas de colocá-los para funcionar, e defendeu que o Brasil supere essa barreira para se firmar como produtor de tecnologia.

Fontes

  • AI Brasil
  • AI Brasil Experience
  • CEIA Lumi
  • código aberto
  • AI Shark Race

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